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Prémio Intermarché Produção Nacional 2018

O Prémio Intermarché Produção Nacional (PIPN), em 2018, contou com a sua 5.ª edição. Este consiste num projeto que pretende valorizar e promover a produção nacional, assim como sensibilizar a sociedade para a importância do setor primário português. Paralelamente, reconhece e premeia os melhores projetos de produção sustentável, inovadora e tradicional, alinhando-se, desse modo, com o movimento de valorização nacional deste setor. Na última edição foram distinguidas 4 categorias principais: Produção Primária, Produtos Transformados, Inovação, e Ideias com Potencial.

O PIPN é um prémio dirigido a todos os produtores nacionais, em nome individual ou coletivo, cujos projetos sejam implementados em Portugal e que se enquadrem numa ou mais categorias de seleção contempladas pelo prémio.
Aos melhores projetos em cada uma das categorias é assegurado:

  • O escoamento dos produtos durante um ano;
  • Parte da margem será repartida entre o Produtor e o Intermarché;
  • Visibilidade dos produtos vencedores em diversos meios.

São ainda atribuídas Menções Honrosas aos projetos que, não sendo vencedores, se destacam pela sua qualidade e pertinência. Nesses casos, os projetos beneficiam de até 3 meses de acompanhamento e formação teórica/prática em questões técnicas, em período e condições a definir conjuntamente.
O Prémio Intermarché Produção Nacional conta com os Apoios Institucionais do Ministério da Economia, Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, do Ministério do Ambiente e do Ministério do Mar.
São também parceiras do projeto algumas das entidades de maior relevo nas vertentes de ensino, ciência e investigação, associativismo, ambiente e auditoria.
A edição de 2018 foi aquela que recebeu o número mais elevado de candidaturas desde o lançamento, totalizando mais de 80 produtos a concurso.
Na categoria de “Ideias com Potencial”, o premiado foi a Quinta dos Fumeiros com o produto peito de pato fumado fatiado; o Brejo da Gaia – Queijaria Artesanal Gourmet com o Queijo de kefir de leite de cabra foi o vencedor na categoria de “Inovação”; já nos “Produtos Transformados”, um dos premiados foi a ManzWine com os Vinhos ManzWine, e a MVPGIN – Alimentos e Destilados, através do seu GOTIK GIN; e por fim, na categoria de “Produção Primária”, o destaque vai para a Agrotamanhos com a única castanha DOP do país – “Soutos da Lapa”, e para PEC Nordeste com a Cooperativa Agrícola dos Arcos de Valdevez e Ponte da Barca com o produto Carne da Cachena da Peneda DOP. Foram, ainda, atribuídas 4 Menções honrosas, uma por cada categoria a concurso.
Esta distinção do trabalho da PEC Nordeste e da Cooperativa Agrícola dos Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, empresa do Grupo AGROS e Cooperativa Associada à AGROS, são um exemplo de sucesso do trabalho conjunto e mais uma demonstração de que a União faz a força.
A Cachena é uma raça bovina de pequeno porte (a altura ao garrote não chega aos 1,15 metros), típica da alta montanha, que integra o património genético nacional (autóctone da Península Ibérica). A Cachena da Peneda é criada no Solar da Raça, em pleno Parque Nacional Peneda-Gerês, território classificado como Reserva Mundial da Biosfera, pela UNESCO, por ser um “laboratório vivo” para a “conservação de paisagens, ecossistemas e espécies” e para “o desenvolvimento sustentável a nível social, económico, cultural e ecológico”. A alimentação equilibrada, sustentada no pastoreio livre em pastos naturais e complementada pelos cereais produzidos na exploração, é essencial para uma carne tenra, ligeiramente húmida e muito suculenta, com pouca gordura intramuscular e uma consistência firme. Esta qualidade levou a organização internacional Slow Food a classificá-la no catálogo de “sabores esquecidos” e “ameaçados pela standardização industrial, mas com viabilidade económica e potencial comercial”.
O Dr. Idalino Leão, Administrador-Delegado da PEC Nordeste, refere que “O projeto de comercialização da Carne da Cachena DOP através da PEC Nordeste começou há sensivelmente 4 anos atrás. Para o futuro, procuramos encontrar um parceiro comercial que nos permita dinamizar toda a fileira de comercialização da Raça da Cachena, garantindo alavancagem na sua origem e produção, contribuindo para a dinamização e fixação da população neste território, permitindo marcar a diferença em territórios de desertificação. O Prémio Intermarché Produção Nacional tem sido fundamental para alavancar uma série de projetos e, assim, dar visibilidade ao setor agroindustrial nacional.”
A entrega dos prémios decorreu no dia 2 de outubro, numa cerimónia realizada na Câmara de Comércio e Indústria, em Lisboa, na presença do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Dr. Luís Capoulas Santos.

FONTE: Prémio Intermarché Produção Nacional

 

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